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10/02/15 » Laser revoluciona iluminação automotiva

Laser revoluciona iluminação automotiva





 

Quem já dirigiu um carro dos anos 1960, de noite, sabe quão cansativa era a viagem. Os faróis, além de iluminarem a uma distância relativamente curta, apresentavam grande difusão lateral e o facho alto ofuscava com facilidade o motorista em sentido contrário. Se a estrada tinha um pouco mais de tráfego, nem mesmo a luz alta se podia usar. Lâmpadas halógenas melhoraram um pouco a visibilidade noturna, mas somente na última década do século passado é que os faróis de xenônio realmente representaram um salto qualitativo com mais potência luminosa e regulagem de altura automática no facho baixo.

Já neste século os blocos de LED (diodos emissores de luz) começaram em lanternas e sinalizadores de direção, evoluíram para a iluminação diurna e, finalmente, chegaram aos faróis. Sua luz branca, com temperatura de cor de 5,5 mil graus Kelvin, se aproxima da luz do dia (6.500 °K), o que garante conforto aos olhos, um facho focado quase exclusivamente na estrada e um alcance 50% maior que lâmpadas de xenônio. Além disso, controles eletrônicos eliminam a possibilidade de ofuscamento.


Alguns modelos atuais utilizam faróis baixos convencionais e os altos com LEDs (por razão de preço). A diferença de iluminação é tão grande que o motorista até poderia pensar em problemas no circuito elétrico.

Mal refeito da surpresa de viajar à noite com tranquilidade e tempo de reação adicional por enxergar mais longe, eis que o primeiro carro com faróis totalmente a laser começa a ser vendido no início de 2015, o híbrido elétrico esporte plugávelem tomada BMW i8. Quase simultaneamente a Audi oferecerá sistema semelhante também como opcional.

O alcance do facho pode chegar a inimagináveis 600 metros e a diferença de quase o dobro da distância em relação aos faróis de LEDs aparece claramente (trocadilho à parte). Os diodos de laser encapsulados em um sistema óptico são diminutos em comparação a uma célula de LED, o que libera espaço e permite maior liberdade no estilo frontal dos automóveis. Sua potência luminosa é cerca de 70% maior, porém o consumo de energia atinge menos da metade do conjunto de LEDS, por si só já muito baixo. Isso significa menor gasto de combustível, hoje fundamental, inclusive uma melhora na autonomia de veículos híbridos e puramente elétricos.

Um cone de luz tão estreito e concentrado aumenta bastante a segurança em estradas com muitas retas. No entanto essa tecnologia consegue adaptação automática tanto à velocidade quanto ao tipo de estrada. O brilho intenso (344 lux) facilita a identificação de qualquer obstáculo na pista, seja objeto, buraco, animal, pedestre ou ciclista.

Embora se espere diminuição de preço com o aumento de produção, dentro de alguns anos, o fato é que por enquanto o sistema a laser é muito caro, mais ainda que os LEDs. Para se ter ideia, enquanto um farol de xenônio tem custo até quatro vezes superior a um convencional, a nova tecnologia alcança preço12 a15 vezes superior. Como sempre, os modelos de topo de gama ficam com a primazia.



(Revista Automotive Business , 9 de fevereiro de 2015)

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